Sábado, 07 de Marco de 2026
Sábado, 07 de Marco de 2026
Foto: Lyon Santos/ MDS
Por conta do Programa Brasil sem Fome e de um trabalho realizado com organização e muita dedicação, em julho de 2025, o Brasil foi oficialmente retirado do Mapa da Fome das Nações Unidas, após anos de retrocessos que deixaram 33 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar grave. A mudança não veio do acaso: foi resultado direto da retomada de políticas públicas que colocam a comida como prioridade de governo. O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), as Cozinhas Solidárias, o reforço ao Bolsa Família e o programa de Cisternas ajudaram a virar esse jogo.
As ações do Governo do Brasil e do Governo do Ceará que estão transformando a vida de milhares de famílias no estado e em todo o Nordeste, mostrando que vencer a fome é possível quando o Brasil investe em quem mais precisa. A fome, que por anos assombrou o povo brasileiro, hoje começa a ser vencida com seriedade, compromisso e políticas públicas eficazes. Graças ao plano Brasil Sem Fome, criado e conduzido pelo Governo do Brasil, o Brasil tem reescrito sua história de dor em uma nova página de esperança. Em pouco mais de um ano, mais de 20 milhões de brasileiros saíram da extrema pobreza e voltaram a ter comida no prato, água limpa no sertão e dignidade à mesa. No Nordeste, onde o impacto da fome sempre foi mais cruel, os resultados são ainda mais visíveis. Segundo o relatório SOFI-2024 da ONU, a insegurança alimentar severa caiu de 17,2 milhões em 2022 para 2,5 milhões em 2023, uma redução de 85%. Isso significa que 14,7 milhões de pessoas deixaram de passar fome em apenas um ano. Os dados do governo brasileiro por meio da PNAD-C/IBGE confirmam que cerca de 24,4 milhões de pessoas saíram da situação de fome em 2023, com queda de 15,5% para 4,1% da população em insegurança alimentar grave. A queda expressiva nos índices foi impulsionada pela ampliação dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família (com valor mínimo de R$ 600 por família e R$ 150 por criança entre 0-6 anos), o Benefício Primeira Infância, o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), PNAE (escolas), e a reativação do Consea e outras políticas interministeriais integradas. De acordo com o Ministro Wellington Dias, cerca de 33 milhões de pessoas saíram do mapa da fome nos últimos dois anos, sendo cerca de 90% dessas pessoas superando a fome “que mata”, com impacto direto no recuo da pobreza extrema para menos de 4,4% da população. O País, por meio do MDS, tem sido protagonista nesse novo tempo, com ações que não apenas aliviam a fome, mas criam estruturas de superação definitiva da pobreza. Programas como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos), o Programa Cisternas, o Fomento Rural, as Cozinhas Solidárias, o Alimenta Cidades, a nova Política Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana, e o fortalecido Bolsa Família, vêm gerando transformações profundas na vida das famílias brasileiras, com destaque para o povo nordestino.
Foto: Lyon Santos/ MDS
Esses programas incentivam o agricultor a plantar, colher e vender sua produção com dignidade, movimentando a economia local e gerando empregos que também aquecem o comércio e os serviços urbanos. No Ceará e em todo Brasil, o governo estadual tem feito sua parte com excelência, ampliando o alcance das ações federais e criando programas próprios como o Cartão Mais Infância, os Restaurantes Populares, a Rede de Segurança Alimentar e Nutricional, além de oferecer assistência técnica ao pequeno produtor rural, promovendo a inclusão produtiva e a autonomia das famílias. A parceria entre os dois governos tem sido fundamental para levar políticas públicas à ponta, alcançando comunidades esquecidas, assentamentos rurais, periferias urbanas e regiões do semiárido.
O resultado dessa união é concreto: o povo nordestino está voltando a comer bem, a produzir com dignidade, a viver com esperança. São agricultores com suas lavouras cheias, mães que voltam a alimentar seus filhos com o básico, crianças que não dormem mais com fome. A fome, que parecia destino, está sendo combatida com ação, sensibilidade e coragem.
Mais do que políticas, o que se vê é um governo que governa para o povo, com foco nos mais pobres. O Brasil que Alimenta já é realidade no Ceará e em muitos cantos do Nordeste. E esse avanço só é possível porque há compromisso político sério, tanto da União quanto do Governo do Ceará, que não medem esforços para tirar milhões da miséria e construir um país mais justo e humano.
Foto: Yako Guerra/MDS
1. Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)
O que é:
O PAA compra alimentos produzidos por agricultores familiares,
assentados da reforma agrária, comunidades indígenas e
quilombolas, destinando-os a pessoas em situação de insegurança
alimentar e a equipamentos públicos como escolas, creches, hospitais
e cozinhas comunitárias.
Como funciona:
O programa é gerido em parceria entre o MDS, governos estaduais e
prefeituras. Os alimentos são adquiridos diretamente do produtor,
sem necessidade de licitação, garantindo preço justo e incentivo à
produção local.
Projetos apoiados:
Feiras agroecológicas, hortas comunitárias, cooperativas de pequenos
agricultores e organizações da agricultura familiar. No Ceará, mais de
400 mil famílias agricultoras já foram beneficiadas com a compra
direta, movimentando a economia rural e levando comida de
qualidade a quem mais precisa.
2. Cozinhas Solidárias
O que é:
Espaços comunitários que oferecem refeições gratuitas a pessoas em situação de vulnerabilidade, muitas vezes mantidos por organizações sociais, movimentos populares e prefeituras.
Como funciona:
O MDS apoia as cozinhas com alimentos vindos do PAA, infraestrutura e capacitação. A gestão é descentralizada e adaptada às realidades locais. Em bairros pobres de Fortaleza e cidades do interior cearense como Quixadá e Sobral, as cozinhas solidárias são muitas vezes o único lugar onde famílias conseguem fazer uma refeição quente no dia.
Projetos apoiados:
Entidades comunitárias, movimentos sociais e igrejas que organizam
as refeições e cuidam da logística. Muitas cozinhas também oferecem
cursos de capacitação e ações de combate ao desperdício de
alimentos.
3. Programa Cisternas
O que é:
Criado para garantir acesso à água potável no semiárido brasileiro, o
programa constrói cisternas para captação de água da chuva em
domicílios e escolas rurais.
Como funciona:
As cisternas são construídas por meio de parcerias com associações
locais, ONGs e prefeituras. Cada cisterna tem capacidade média de
16 mil litros e garante abastecimento durante a seca.
Projetos apoiados:
Famílias do semiárido, escolas rurais e comunidades indígenas. No
Ceará, mais de 390 mil cisternas já foram implantadas, beneficiando diretamente mais de 1,5 milhão de pessoas com acesso à água limpa.
4. Fomento Rural
O que é:
Apoio direto a famílias rurais em situação de extrema pobreza, com
transferência de recursos e assistência técnica para produção de
alimentos, criação de animais e fortalecimento da agricultura familiar.
Como funciona:
Cada família recebe até R$ 4.600, além de acompanhamento técnico
durante dois anos. O foco é garantir autonomia, produtividade e
geração de renda.
Projetos apoiados:
Criação de galinhas, hortas agroecológicas, produção de mel, farinha,
queijo, e cultivo de frutas e hortaliças. No interior do Ceará, esse
programa tem transformado comunidades rurais antes abandonadas
pela política pública.
5. Estratégia Alimenta Cidades
O que é:
Um conjunto de ações que integram segurança alimentar à gestão urbana, promovendo hortas urbanas, feiras livres e redes de abastecimento local.
Como funciona:
Prefeituras recebem apoio técnico e financeiro para desenvolver políticas de abastecimento alimentar sustentável, priorizando
alimentos da agricultura familiar.
Projetos apoiados:
Hortas em praças, escolas e terrenos baldios; bancos de alimentos;
refeitórios populares. Em Fortaleza, a expansão das hortas urbanas em comunidades carentes levou emprego, alimento fresco e consciência ecológica às periferias.
6. Política Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana
O que é:
Visa integrar a produção de alimentos dentro e ao redor das cidades, combatendo o desperdício e promovendo o consumo de alimentos frescos e acessíveis.
Como funciona:
Incentivos fiscais, capacitação técnica, acesso a sementes e insumos.
Articulação entre governos e sociedade civil para identificar espaços de cultivo e apoiar grupos de mulheres, jovens e idosos.
Projetos apoiados:
Cooperativas urbanas, hortas comunitárias, compostagem de resíduos orgânicos e coleta seletiva. Em regiões metropolitanas doCeará, a agricultura urbana ganha força como estratégia de inclusão e combate à fome.
7. Bolsa Família e Distribuição de Renda
O que é:
Principal programa de transferência de renda do país, com foco em famílias de baixa renda, promovendo alívio imediato da pobreza e garantindo acesso à alimentação, saúde e educação.
Como funciona:
O valor base é de R$ 600, com adicionais para crianças, gestantes e adolescentes. O cadastro é feito no CadÚnico, com atualização constante para evitar fraudes e garantir que o benefício chegue a quem realmente precisa.
Projetos apoiados:
Famílias em situação de extrema pobreza, mulheres, chefes de família, crianças desnutridas. No Ceará, mais de 1,4 milhão de famílias recebem o benefício, sendo o único sustento de milhares de lares.
Como as redes sociais ajudam a chegar a quem precisa
As redes sociais têm sido uma ferramenta essencial para informar a população sobre os programas disponíveis, o calendário de pagamentos, os critérios de acesso e canais de denúncia. Campanhas do MDS em parceria com influenciadores, igrejas, rádios comunitárias e comunicadores populares ampliam o alcance das ações, especialmente em comunidades onde a televisão e jornais impressos não chegam.
Caminhos para vencer a fome: o que mais precisa ser feito?
- Ampliar o orçamento das políticas sociais;
- Fortalecer os sistemas de monitoramento da insegurança
alimentar;
- Estimular a produção local e sustentável;
- Integrar educação alimentar e nutricional nas escolas;
- Apoiar organizações da sociedade civil que atuam no combate à
fome.
A fome é uma chaga antiga que ainda fere milhões de brasileiros, principalmente no Nordeste, onde o sertão seco e as desigualdades históricas tornam o cenário ainda mais desafiador. No entanto, como esta reportagem mostrou, também é no coração do Nordeste que brotam algumas das experiências mais inspiradoras de superação da miséria e resgate da dignidade humana. No Ceará, programas como o PAA, Cozinhas Solidárias, Programa Cisternas, Fomento Rural, Alimenta Cidades e a Política Nacional de Agricultura Urbana estão deixando marcas profundas, não só nos dados estatísticos, mas, sobretudo, nas histórias de vida de quem voltou a ter o que comer, a plantar, a produzir, a sonhar.
Cada iniciativa apresentada aqui tem um ponto em comum: elas colocam o povo no centro da política pública. Ao garantir água limpa para o consumo e a produção, comida de verdade no prato e renda mínima para os mais pobres, o MDS e seus parceiros constroem um novo modelo de combate à fome — não baseado apenas em assistência emergencial, mas em transformação estrutural. As ações concretas nos municípios cearenses, em comunidades indígenas, quilombolas,
assentamentos rurais e periferias urbanas, demonstram que é possível quebrar o ciclo da fome com planejamento, investimento e escuta atenta das necessidades locais.
Ainda há um longo caminho a ser trilhado. O combate à fome precisa ser prioridade permanente do Estado, com orçamento garantido, transparência na gestão e participação social ativa. É preciso ampliar a comunicação via redes sociais, rádios comunitárias e lideranças locais, para que todas as famílias que necessitam desses programas
saibam como acessá-los. É fundamental também fortalecer a integração entre União, estados e municípios, para que a logística e a aplicação das políticas sejam eficazes e contínuas.
Mais do que números e relatórios, o Brasil que alimenta se constrói com rostos e histórias. É a agricultora do Cariri que vende sua produção ao PAA, o jovem da periferia de Fortaleza que encontra na cozinha solidária o único prato do dia, a criança que pode estudar sem fome, a família que tem água para plantar e viver. São essas vidas que mostram que erradicar a fome é uma escolha política — e que essa escolha precisa ser feita todos os dias.
Porque garantir comida no prato, água limpa e dignidade a quem mais precisa não é caridade. É justiça. E um país que se quer grande, justo e desenvolvido não pode tolerar a fome. O Brasil tem potencial para alimentar a todos. E esse caminho começa, sobretudo, pelos que mais precisam.
Saiba mais em: www.mds.gov.br
Matéria: Thesco Duarte
Foto: Lyon Santos/ MDS / Lyon Santos/ MDS / Yako Guerra/MDS
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